19 / 01 / 2009

Chopp em lata de refri
O jogador de futebol, que gosta de tomar bebida alcoólica, sempre encontra uma alternativa para enganar os incautos. Há jogadores que, rotineiramente, bebem e negam. Estas confirmações acontecem quando suas carreiras encurtam ou seus clubes os dispensam. Em locais públicos - como restaurantes e bares - é só conferir com os garçons. Eles tomam uma latinha de refrigerante e, posteriormente, pedem chopp naquela latinha. O torcedor sempre defenderá este jogador, que para ele tomou somente refrigerante. Outro recurso do jogador bebum é parecer que está tomando cafezinho. A xícara contém água que o passarinho não bebe.

12 / 01 / 2009

Xuxa, Pelé, D'Azevedo e nós
Esta história aconteceu em Sevilha, na Espanha, o ano era 1982, cobríamos a Copa do Mundo pela RBS. Uma noite Roberto D'Azevedo, Ostermann, Leão e eu saímos para jantar. Entramos em um belíssimo restaurante. Procuramos, discretamente, um bom local no salão. Roberto D'Azevedo encarregou-se de quebrar a nossa discrição ao perceber em uma mesa próxima, Xuxa e Pelé. Roberto se levantou, ergueu o braço e gritou para o Pelé: Tudo bem, negrão? Pelé, imediatamente, respondeu: Tudo certo, gaúcho. Xuxa acompanhou a saudação com um largo sorriso e o Ostermann, o Leão e eu acenamos para o casal. Ficamos envergonhados com o desembaraço do Roberto. Pelé e Xuxa deixaram o restaurante antes de nós, despedindo-se cordialmente. Pelé, na intimidade, era chamado de negrão.

06 / 01 / 2009

Mauro Galvão e Falcão
A história é mais ou menos assim: - Galvão com 17 anos era titular no Internacional. Quem lançou o menino foi Cláudio Duarte. Galvão sempre foi esguio e técnico. Decorria um treino coletivo, quando Galvão dominou a bola dentro da grande área, driblou o atacante reserva e saiu jogando. Do alto da sua liderança e qualificação de atleta, Falcão chamou a atenção de Galvão dizendo – não dribla na área, pega a bola e dá um bico. Logo após algumas jogadas, a bola retornou para Galvão que - ao contrário de chutar ou dominá-la - pegou a bola com as duas mãos, levou até o Falcão e perguntou: “ onde fica o bico da bola?”

03 / 01 / 2009

Narradores imitadores
No rádio, a categoria que mais imita o outro é a de narrador. Certa vez Mendes Ribeiro ouviu o trabalho de um colega e falou: - Me ouvi e gostei -. Nem Mendes Ribeiro conseguiria fazer tão bem a sua própria imitação. Outro narrador – com quem trabalhei- imitava quatro ou cinco na mesma transmissão. Era uma festa em seu rádio. Os narradores demoram muito para encontrar o ponto ideal de seus estilos. Todos os narradores tomam “sopinha” antes de uma transmissão. Explicam que não podem trabalhar com a barriga cheia. Os narradores são os únicos trabalhadores que precisam trabalhar com a barriga vazia. Não creio que seja imitação.