| 31 de março de 2010 |

De pernas para o ar
O mundo futebolístico gaúcho está de pernas para o ar. O técnico Silas quer dirigir uma palavra amiga para Fossati. Deseja ser solidário. Leandro atacante do Grêmio é o novo e grande conselheiro do Walter. As relações são familiares. Walter, após a crise, é o novo filho do Leandro. O goleador Jonas orienta os jogadores do Internacional a falar pouco e trabalhar muito. O ex-atleta colorado e hoje treinador Paulo César Carpegiani é o inspirador do Júlio Carmargo e orientador do Mithyuê. Não há como pensar diferente, o futebol gaúcho está de pernas para o ar.

| 29 de março de 2010 |

Torcedor, conselheiro e dirigente
O presidente do Internacional, Vitório Píffero pisou na bola e se deu mal. Píffero foi traído pelo desespero. Para os adversários, a traição veio pela soberba. No final do jogo, Píffero tentou “vacinar” as perguntas e largou na frente “torcedor torce; conselheiro aconselha e dirigente dirige.” Era a manifestação que faltava para se somar às más atuações da equipe, revoltando torcedor e muitos conselheiros. Imediatamente, o torcedor se manifestou dizendo que torce, vota e sustenta o clube. A partir daí, os conselheiros vão para o debate eleitoral. No Internacional, a casa está desarrumada dentro e fora do campo.

| 26 de março de 2010 |

É o fim do Fenômeno
O Ronaldo Fenômeno provocou e acredito que abreviou o seu casamento com o Corinthians. Ao final do jogo contra o Bragantino, o atleta fez gestos obscenos para torcedores corintianos. Posteriormente, tentou explicar que não foi para o torcedor. O Ronaldo sabe que o torcedor é tão ou mais inteligente que ele, não adianta tentar enganar. A Fiel justificou o seu nome ao apoiar o Ronaldo que chegou ao clube como o Ronalducho. Esta é a última grande oportunidade do jogador. Sim, jogador. Ronaldo não é atleta. Ao não se justificar no Corinthians, o Fenômeno facilita a vida do Dunga. Fora da seleção e sem o apoio do torcedor, quanto tempo mais Ronaldo Fenômeno será jogador profissional?

| 25 de março de 2010 |

Não vendam o Victor 
Faz tempo que não escrevo ando correndo, mas aproveito hoje para discordar da coluna de ontem, na forma mais respeitosa possível.
O tópico é a venda do goleiro Victor! Em que pese sabermos todos, que a venda está próxima, ao menos eu como torcedor, sócio em dia e observador de todos os jogos do meu time, sou obrigado a protestar. Desculpa, mas não há dinheiro que pague a perda que o Grêmio terá (nenhum dinheiro à vista)...crie-se qualquer outra forma de receita que não a venda imediata do maior craque do time! Entendo que esse é o maior lance que a atual direção pode utilizar para em seu favor até mesmo em ano eleitoral (apenas para constar - sou opositor à atual gestão). Veja: a especulação é que a folha salarial é de R$3,5milhões e se anuncia que a venda seria de 5 milhões (não sei a moeda). Talvez o Grêmio pague uma ou duas folhas salariais e foi-se o dinheiro do Victor, já que detém 50% ou 45% dos direitos do atleta! Confirmada a venda e pelo visto e noticiado é só questão de tempo, o Grêmio passará a viver a mesma fase de alguns anos em que se sucederam diversos goleiros sem nenhuma afirmação, que eu lembre: Eduardo Martini, Márcio, Andrey, Tavarelli, Saja, Marcelo Grohe - chega a dar um frio na espinha imaginar que o Grêmio vai pro campeonato brasileiro sem o Victor! A tragédia se avizinha! Vendam-se as incógnitas, diminua-se os salários desmedidos sem justificativa, mas não se troque o certo pelo duvidoso. Como diz o ditado: "um time começa..." De mais a mais e já finalizando, não é possível que o melhor goleiro em atividade no Brasil, eleito por dois anos consecutivos seja vendido por 5 milhões (seja de Euros, Dólares ou Reais)...quanto custou o Renan há dois anos, depois de uma convocação? Ou é despiste para os credores, ou o Grêmio é o clube mais ingênuo do mundo em termos de negócios.

Um grande abraço,

Rodrigo Kalil Ribeiro.

| 24 de março de 2010 |

É imperativo vender
Grêmio e Internacional não são diferentes dos demais clubes brasileiros. Não importa o número de sócios ou o patrimônio. Em futebol o que resolve é ter “mercadoria” e da boa. A dupla gaúcha por ser organizada, séria e cautelosa - entre tantas outras virtudes - faz seguidamente grandes vendas. Estes negócios não caem do céu, são resultados do trabalho de quem é do ramo. Pato novo não atua nesta área. Réver e Sandro são as duas últimas negociações de Grêmio e Internacional. Fatalmente os clubes contratarão dois atletas para cada vaga. O Grêmio contratou Rodrigo e Ozéia. Os dois recebem mensalmente três vezes mais do que ganhava o Réver. Por R$ 170 mil o zagueiro não deixaria o Grêmio. O clube precisava vendê-lo para fazer caixa. O mesmo acontece hoje com o Internacional ao vender Sandro. É imperativo que os clubes brasileiros vendam jogadores.

| 22 de março de 2010 |

Critérios da Federação
A Federação Gaúcha de Futebol selecionou dois treinadores da série A do Gaúcho e um da série B, para que realizem curso de aperfeiçoamento na Alemanha. Parabéns ao presidente Novelletto pela iniciativa. Da série A os nomes são conhecidos o Argel e o Gilmar Iser. Da série B ainda não está definido. Seria interessante que o operoso presidente divulgasse os critérios de escolha. Esta seleção deveria passar pela soma de pontos de acordo com o currículo dos profissionais. Por exemplo: quem tem mais títulos, quem tem mais anos de Gauchão, quem obteve melhor classificação no presente campeonato deveria ter preferência. Treinador que já trabalhou na Europa deveria dar oportunidade para outro. Quando os critérios predominantes são de simpatia, os que merecem não são escolhidos.

| 19 de março de 2010 |

Cálculos do Sérgio
A pesquisa CNI/Ibope foi divulgada e, como sempre, não foi dado destaque aos percentuais do segundo turno por região, onde Serra só perde no Nordeste (49x35), ao passo que no Norte/Centro-Oeste (52x35), Sudeste (47x34) e Sul (47x40) ele vence. Segundo o site do TSE tínhamos 131.900.183 eleitores em dezembro de 2009; se deduzirmos os percentuais de abstenções, votos brancos e nulos da eleição de 2008, prefeito, primeiro turno, chegaremos a 102.012.108 votos válidos que, numa simulação, seriam os dados para Serra e Dilma num segundo turno; se fizermos o cálculo por região e transformado os percentuais acima em 100%, via regra de três, chegaremos aos seguintes resultados:
Norte/Centro-Oeste
Serra: 59,77% = 8.784.768 votos
Dilma: 40,23% = 5.912.853 votos
Nordeste
Serra: 41,67% = 11.401.272 votos
Dilma: 58,33% = 15.959.591 votos
Sudeste
Serra: 58,02% = 25.520.153 votos
Dilma: 41,98% = 18.464.943 votos
Sul
Serra: 54,02% = 8.626.199 votos
Dilma: 45,98% = 7.342329 votos
Totalizado
Serra = 54.332.392 votos
Dilma = 47.679.716 votos
Diferença pró-Serra = 6.652.676

Considerando que Serra não está em campanha e Dilma, faz tempo, junto com o Lula, está na estrada, o resultado, creio, ainda é amplamente favorável à Serra. Claro que isto poderá mudar,tanto para um, quanto para outro.

Sergio Oliveira
Charqueadas - RS

| 18 de março de 2010 |

Nuzman e os negócios Olímpicos
Os apelos do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral sobre a divisão dos royalties do pré sal são “comoventes”. As declarações do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman são constrangedoras. Enquanto o primeiro chora, o segundo está preocupado com os negócios Olímpicos. Nuzman foi ao Canadá para estudar a administração dos jogos de inverno e sua primeira constatação foi de que faltou dinheiro no orçamento inicial. Foi preciso mais, muito mais dinheiro público. O governo do Rio de Janeiro e o governo Federal deveriam cobrar do presidente Nuzman as prestações de contas do PAN. A solicitação é do Tribunal de Contas da União. Não há notícias deste acerto.

| 16 de março de 2010 |

Os prefeitos do PDT
Os prefeitos do PDT que ameaçam apoiar Tarso foram cooptados pelo mesmo via , principalmente, o Pronasci, como se o dinheiro fosse do Tarso e não do governo e, por conseguinte, do povo; o PT, lá no seu início, se arvorava o dono da ética; depois do mensalão viu-se que, na verdade, era "ilusão de ética"; depois tivemos os aloprados, os dólares na cueca, etc. e aí o PT "caiu na vida". Sem falar no último caso, da Bancoop. Se o tarso fosse ético, mesmo que estes prefeitos desejem apoiá-lo, deveria abrir mão do mesmo, do apoio, dizendo que, como o PDT está se coligando com Fogaça, com o PMDB, eles devem seguir o partido ao qual estão filiados, o PDT. Como eu sou ingênuo ! Querendo ética do PT.
Sergio Oliveira
Charqueadas - RS

| 15 de março de 2010 |

Mentir não é doença
Nos dias de hoje em razão da ciência estar muito adiantada, alguns comportamentos são classificados como doença. Mentir é a mais legítima e contundente falta de respeito consigo. O mentiroso tem características inconfundíveis. Ele nunca é surpreendido por uma informação. Ele sempre sabe de tudo. O detalhe final invariavelmente é do mentiroso. Conheço um camarada que lembra com riqueza de informações dos nossos tempos no colégio municipal João Belém em Santa Maria. Ele recorda que éramos colegas de aula e que sua mãe era nossa professora. Pois é! Eu nunca estudei no João Belém. Acho que era falta de assunto. Eu preciso cuidar para não acreditar na minha história contada por outro. Faço este registro para dizer que neste blog - em agosto de 2009 - eu noticiei o acerto do Internacional com o Tottenham sobre a venda do atleta Sandro. Informei também que um dos investidores – à época - recebeu a sua parte. Basta entrar na pasta arquivo e procurar pelo mês de agosto do ano passado. Dia dez de março de 2010, informei a conclusão da transação, com a definição das parcerias entre os clubes. Quem se achar o fura-fura está mentindo para ele mesmo e mentir não é doença.

| 11 de março de 2010 |

Declarações do Roberto Carlos
O lateral do Corinthians, em recente entrevista, declarou que a seleção do Brasil de 2002 fez mais festa que a de 2006. Para ele festa não o foi problema na Alemanha. Eu estive nas duas Copas e garanto que a seleção de 2006 vivia em “festerê” permanente. Tudo começou em Weggs e foi até o final. Os treinamentos eram verdadeiras orgias. Eu desconfio de que Roberto Carlos não foi a Coreia e ao Japão quando declara que as concentrações nos dois países eram mais distantes e retiradas que na Alemanha. Em 2002 desde o início da viagem incluindo os amistosos em Barcelona e Guadalumpur, a seleção se hospedou em hotéis onde os jornalistas também ficavam. Após a Copa de 2006, o zagueiro Lúcio confirmou todas as especulações sobre a falta de profissionalismo da maioria dos atletas que compunham a delegação brasileira. Roberto Carlos chega outra vez atrasado na jogada.

| 10 de março de 2010 |

Preparação física
O professor Paulo Paixão sabe muito bem o respeito que tenho pelos preparadores físicos. Enquanto repórter de rádio em atividade, sempre o entrevistava uma vez por semana e ainda antes dos jogos. Saber das reais condições dos atletas sempre foi importante. Os comentaristas que trabalhavam comigo gostavam, era um importante subsídio. A análise física e individual da equipe nunca era equivocada ou sujeita a correções. Razão pela qual registro – porque considero importante - a exposição feita pelo preparador físico do Grêmio, Anderson Paixão, sobre as condições do seu grupo.

| 09 de março de 2010 |

Victor o melhor
Todas as indicações são de que Victor foi o melhor atleta da Taça Fernando Carvalho. Quando o goleiro de um time grande e campeão é escolhido o craque, o melhor jogador de um campeonato é porque alguma coisa não bateu bem. Para agravar a desconfiança com a escolha, o Grêmio teve o goleador e o melhor ataque do primeiro turno. É evidente que o setor defensivo da equipe necessita de uma reestruturação urgente. Somente um grande goleiro pode salvar a “lavoura”.

| 03 de março de 2010 |

Lula opina sobre Tcheco
O presidente Lula da Silva criticou o meia Tcheco em reunião com diretores do Banco do Brasil. O político corintiano falou sobre o gol perdido no final do jogo contra o Santos: “Muita gente disse que o governo tem muita sorte. O Tcheco, com a sorte que eu tenho, teria empatado o jogo contra o Santos no domingo. Não é possível perder um gol daquele. Eu não quero um jogador azarado no meu time e nem um presidente azarado.” O futebol permite que todos opinem sobre ele. Os profissionais responsáveis é que não podem opinar sobre tudo. Pinga é um assunto que atleta não domina.

| 02 de março de 2010 |

É preciso saber perder
O futebol gaúcho é rico em discussões fora do campo. Enquanto a dupla GreNal não convence jogando, as discussões paralelas tomam conta das rodas esportivas. O ano passado foi considerado “genial” homenagear desportistas vivos. Este ano é maldição. Para os intelectuais do futebol - como diria o saudoso Foguinho - é proibido provocar “abnegados” dirigentes. A verdade é que as grandes provocações no futebol iniciam sempre por eles. Atualmente a briga envolve o site do Grêmio e o dirigente colorado Roberto Sigmann. O assunto é o homenageado Fernando Carvalho. O ano passado Fábio Koff passou incólume pelo episódio. É preciso saber perder.

| 01 de março de 2010 |

Valter e a alegria
O atacante Valter, do Internacional, não aparece para treinar. Tudo começou na sexta feira. O jogador não fala com ninguém. Está solitário em seu apartamento. Este menino que veio de Pernambuco não é a primeira vez que enfrenta dificuldades emocionais. Ainda no São José, antes de ser vendido para o Internacional, fez seu procurador Humberto Rímoli se desdobrar em preocupações. Valter está descontente com as críticas públicas de Jorge Fossati e se recolheu. É necessário que Valter seja tratado como necessita antes que tenha sua carreira abreviada. Ninguém produz bem, sem a alegria pelo trabalho.