| 30 de novembro de 2009 |

Manchete colorada
Como faço sempre, navego bastante na internet. Sábado, após o jogo do Juventude, li sobre o rebaixamento do clube. No Correio do Povo, encontrei a seguinte manchete: Ex-colorados mandam Juventude para a série C. Isto não é manchete é a notícia. Mais que isto, traduz um ressentimento que imaginava superado. Os gols do Guarani de Campinas contra o Ju foram marcados pelos ex-colorados Léo Mineiro e Gabiru, daí a razão da alegria. Juventude e Internacional fazem um clássico regional, não pode ser tratado com um Grenal. Logo, a manchete/notícia foi retirada do ar. O editor não poderia permitir tamanho absurdo. Se entre Juventude e Internacional as coisas não são esquecidas, imaginem entre Grêmio e Internacional.

| 27 de novembro de 2009 |

Perguntem ao Verardi
Os diretores do Grêmio poderiam ter perguntado ao Verardi sobre Dorival Júnior. O atual técnico do Vasco passou pelo Grêmio como atleta. O registro que Dorival deixou no clube foi o de reivindicador. Ele sempre representou seus colegas na hora de acertar as premiações. Era sua participação no grupo. Dorival foi sempre reserva. Daqueles atletas que os treinadores definem como importantes para o grupo. Até não lembro onde Dorival Júnior atuou como titular. O Verardi poderia ter sido consultado e a viagem ao Rio de Janeiro seria evitada.

| 25 de novembro de 2009 |

A vez dos ex-atletas
E agora José? O Internacional não contará com o Grêmio contra o Flamengo. O Corinthians não é uma boa equipe, ganhou injustamente a Copa do Brasil e dificilmente vencerá o Flamengo. O Goiás é quem poderá fazer menos, pois é uma equipe com dois ex-atletas Fernandão e Iarley. O São Paulo terá um jogo fácil. E o Internacional que enfrentará o Sport Recife. O que acontecerá na Ilha? O que eu sei é que todos dão palpites sobre os jogos dos outros e esquecem o seu. Cuidado com a soberba.

| 24 de novembro de 2009 |

Campeão moral
Estava tudo dando certo. O Grêmio enfrentava e somava pontos diante dos adversários diretos do Internacional. Quem não correspondia era o Inter. Na última rodada, os postulantes a título e vagas na Libertadores bobearam e o Internacional venceu. O Grêmio ao empatar com o Cruzeiro em Belo Horizonte e vencer o Palmeiras em Porto Alegre começava a sonhar com o título de campeão Moral de 2009. Suas atuações eram reconhecidas pelos colorados como de clube campeão do Mundo que é. Para o serviço do Grêmio terminar, falta vencer o Flamengo. Os cariocas ao lado do São Paulo e do Palmeiras estão na parada. Na última rodada, os postulantes a título e vagas para a Libertadores foram mal e o Internacional foi muito bem. A rivalidade entre Grêmio e Internacional que parecia ter acabado, pelo lado gremista reascendeu. Torcedores, dirigentes, ex-dirigentes exigem um Grêmio reserva, mas bem reserva, para jogar contra o Flamengo na última rodada. Este é o legítimo futebol gaúcho onde ninguém é gremista ou colorado e sim antigremista ou anticolorado. Como diria o saudoso Rubens Hoffmeister – quem não gostar que vá se queixar para a madre superiora.

| 23 de novembro de 2009 |

Chumbinho e Ronaldinho Gaúcho
Em Torres, entre tantos prédios - com duas coberturas - um se destaca. Não é somente pelo charme e qualidade da obra, mas pelo nível dos proprietários das coberturas. O excepcional ex-atleta da várzea de Porto Alegre - Chumbinho, hoje Diretor Executivo do Internacional, Newton Drumont - é um dos proprietários. O dono da outra cobertura é o fora de série Ronaldinho Gaúcho. Com estes dois reforços, Torres se candidata a vencer qualquer disputa no futebol. Já imaginaram um ataque com Chumbinho e Ronaldinho?

| 20 de novembro de 2009 |

Duda e o treinador
O presidente do Grêmio reafirma que contratará um treinador consagrado. Tenho informações seguras de que Adilson Batista está acertado. O treinador receberá R$ 300 mil por mês e trará toda a sua comissão técnica constituída por auxiliar, preparador físico e treinador de goleiros. Também se informa que a família de Adilson deseja que ele trabalhe mais próximo de Curitiba onde vivem a mulher e as filhas. Aqui o convívio será mais próximo e menos agitado pelo tamanho da cidade. Sinceramente, a proximidade pode ser discutida com fita métrica.

| 18 de novembro de 2009 |

Gosto de inteligentes e criativos
Ontem na minha caminhada diária, eu usava a camisa do Botafogo. Foi presente do assessor de imprensa do clube o Carlo Fernandes. Caminhar diariamente é uma recomendação dos médicos e dos preparadores físicos para todos nós. Este é um momento que permite a “viagem” do caminhante. Eu “viajava” quando alguém passou de carro e gritou - só falta a listra azul -. Com o acréscimo da cor azul, a camisa do Botafogo ficaria igual a do Grêmio. Gozação inteligente, criativa. Amigo, mais uma que valeu!

| 17 de novembro de 2009 |

A derrota está mais próxima
A invencibilidade do Grêmio, em Porto Alegre, foi muito lembrada durante o campeonato Brasileiro. A última derrota gremista no Olímpico foi em setembro de 2008. O autor do feito foi o Goiás. A frase que mais se ouvia era “a derrota está mais próxima”. É verdade. A invencibilidade pode cair no próximo jogo. Com o Grêmio eliminado do G 4, não se fala mais no assunto. Uma derrota do Grêmio amanhã contra o Palmeiras repercutirá mais no campeonato do que na estatística gremista. Os colorados desejam que o Grêmio continue invicto em Porto Alegre por mais um jogo.

| 16 de novembro de 2009 |

Bairrismo mineiro
A dupla narrador e comentarista do SPORTV em Belo Horizonte é muito bairrista. Eu entendo que a imparcialidade não existe no jornalismo, portanto compreendo os parciais. O bairrista é diferente. É um defensor intransigente da sua terra. Não importa se os outros fazem coisas melhores ou corretas, o certo e o melhor é o que beneficia o bairrista. Nos jogos onde a dupla trabalha tanto Atlético, quanto Cruzeiro, sempre estão certos. No jogo de sábado, o Herrera recebeu uma gravata dentro da área do Cruzeiro e o Bob Farias disse que não houve nada. O narrador calou, consentiu. Não imagino que esta dupla seja tendenciosa.

| 12 de novembro de 2009 |

Adilson recebeu proposta
Ninguém confirma, mas Adilson Baptista já recebeu proposta do Grêmio. Os mesmos R$ 300 mil que eram pagos ao Paulo Autuori foram oferecidos ao Adilson. O treinador pensa. A direção do Cruzeiro não sabe. No Grêmio há quem entenda que estes R$ 300 mil mensais poderiam ser investidos em atletas. Para estes dirigentes e conselheiros do clube, o treinador pode ser um novato como foi Mano Meneses. Acontece que Adilson Baptista tem grandes amigos no Olímpico, como Evandro Krebs, Carlos Josias e Saul Berdchevski e estes poderão ajudá-lo bem como ao diretor Onofre Meira. Os ex-dirigentes do futebol, com certeza, contribuirão em muito com o Adilson e farão como ninguém o meio de campo entre o treinador e o atual dirigente Onofre Meira. Pelo Grêmio os dirigentes fazem qualquer coisa, assim como brigam se reconciliam. O Adilson é quem diz: não há nada que um bom vinho não aproxime .

| 11 de novembro de 2009 |

Grande expectativa
Vários amigos enviam e-mails curiosos pela data da oficialização da saída do Paulo Autuori. Outros querem saber quem virá. Dois nomes estão em pauta: Adilson e Silas. O primeiro só sai do Cruzeiro se quiser, tem todo o apoio do presidente Zezé Perrela. Eu lembro aos interessados que o Grêmio ficou em terceiro lugar no Gauchão com Adilson de treinador. Silas é uma aposta. Os torcedores também estão curiosos para saber sobre contratações. O Luiz Onofre Meira tem dito que há quatro contratações em andamento. Eu tenho minhas dúvidas. Com a situação do treinador indefinida há dias, seria possível o Meira estar tratando de reforços? Abraços ao Jefferson, Gérson, Luís Carlos, Renan, Diogo, Jussara, Eloisa, João Luís, Eugênio, Magalhães e Marilene. Espero ter respondido as questões.

| 10 de novembro de 2009 |

Elefante voador
Outro dia o Diogo Olivier, do jornal Zero Hora, definiu em sua coluna que se o Paulo Autuori deixar o Grêmio será “o mico do ano”. O Diogo relembrou todo o drama e a renúncia dos dirigentes gremistas em nome da contratação do treinador. É verdade, foi mais do que uma novela. A convicção e o esforço contagiaram o torcedor que aceitou dois meses de interinidade do Marcelo Rospide. Eu discordo do Diogo quanto ao “mico do ano”. Se acontecer do Paulo Autuori deixar o Grêmio, será o “elefante voador” do novo milênio.

| 09 de novembro de 2009 |

Mudanças no Grêmio
O Grêmio mudou e continua mudando. São muitas alterações em um curto período para quem tem grandes ambições. As alterações não permitem que as posições se consolidem. Na direção de futebol, houve duas saídas. Inicialmente Milton Kuelle e depois André Krieger. Kuelle saiu por divergir e Krieger por alegadas razões pessoais. Meira ficou de titular do futebol e não convocou ninguém para ajudá-lo. Concordo. Dirigir futebol é atividade para um titular. Atualmente, Meira pensa em refazer a estrutura antiga. Na comissão técnica passou muita gente. Saíram Roth, Beto Ferreira e César. Entraram Autuori, Gilvan, Renê, Paulo Rabaldo e José Leandro. Antes de terminar o ano, podem ainda sair: Autuori, Gilvan, Renê e Rafael. Assim Marcelo Rospide se organiza para assumir mais uma interinidade. A rotatividade nas contratações e dispensas de jogadores também é grande.

| 06 de novembro de 2009 |

Píffero é a mala
O presidente do Internacional é o grande estímulo para o Barueri, o adversário colorado de domingo. Ao criticar o time paulista por excluir Renê e Val Baiano do jogo contra o São Paulo, Píffero decretou que seus substitutos não são bons jogadores. O dirigente colorado poderá dizer que esta leitura não está correta. É um direito. Eu parto do princípio de que não é somente o Internacional que tem reservas em condições de assumir a titularidade. A declaração de Vitório Píffero é a “mala branca” para o Barueri, pois continuam jogando os substitutos de Renê e Val Baiano.

| 04 de novembro de 2009 |

Autuori também sai
Ao longo do tempo que convivo com o futebol, a história me encaminha para a dedução de que Paulo Autuori está de saída. Ele é um homem inteligente. Afirmo: - acima da média -. Profissional qualificado. Autuori sabe o clube onde está e o que representa para o seu torcedor. O primeiro sinal de saída emitido pelo técnico foi logo após um jogo no Olímpico, quando mandou o seu auxiliar representá-lo na entrevista coletiva. A direção justificou o ato, a imprensa aceitou e o torcedor ficou desconcertado. Escrevi - é o princípio do fim -. Tudo anda mais rápido do que os gremistas esperam. Surpreendentemente apareceu a primeira proposta para Autuori deixar o Grêmio. Para ele não existe proposta irrecusável. Autuori justifica o Al-Rayyan, do Catar, pois os árabes agem como o Grêmio quando ele estava lá. Alguém tem dúvida sobre a saída de Paulo Autuori?

| 03 de novembro de 2009 |

Mau exemplo
Ontem no Beira Rio, jogaram os juvenis do Internacional e do Grêmio. O jogo não era decisivo, mas foi muito disputado. Terminou empatado em zero a zero. As duas equipes tiveram oportunidades, mas os goleiros, especialmente, o do Grêmio fizeram defesas mais difíceis. O Internacional teve um dos seus zagueiros expulso, merecidamente, no segundo tempo. O árbitro Milton Teixeira errou ao não marcar uma penalidade para o Internacional no último minuto do jogo. Este foi o erro do árbitro. O único. Atacantes das duas equipes deixaram de marcar gols praticamente sem goleiros e - em outros lances - os goleiros fizeram belas defesas. Erraram mais que o árbitro. Isto é do jogo. Errar. O mau exemplo foi patrocinado por “dirigentes” e funcionários do Internacional com ameaças físicas ao árbitro. Aquela velha malandragem de que - enquanto estão entre cinco ou seis - todos são valentes. Alertei alguns deles: “cuidado, o cara é grande e lutador.” Uma boa informação, a pressão diminui. Isso não é exemplo que superiores dêem para garotos com menos de 17 anos.

O perfil é importante
O perfil do profissional é muito importante; antes, porém, ele ser do ramo é definitivo. A dupla GreNal cometeu praticamente os mesmos erros e acertos. Se o Internacional trouxe primeiro um “gardelinho”, o Grêmio se encarregou de tomar a iniciativa em mudar a comissão técnica. As duas mudanças foram sem qualquer critério. Os “gardelinhos” são mais competentes na mídia do que em campo. O Grêmio permaneceu dois meses com um interino e o Inter trouxe um interino definitivo. O técnico gremista não aceitou o sistema 352 que era praticado há mais de ano e passou para o 442. O técnico colorado mudou do 442 que era praticado há mais de ano para o 352. É impossível que os dirigentes e os filósofos do futebol não tenham visto isto. Acredito que todos são do ramo.