| 30 de outubro de 2009 |
Eu não entrevistaria
O técnico do Grêmio não concedeu entrevista após a vitória de 3 a 1 sobre o Avaí. Em seu lugar, se apresentou o seu auxiliar Renê. A direção do clube se prostrou diante da posição do treinador. Meira ainda esclareceu que Autuori está brabo com as críticas. Esta era a razão da ausência. Submissos, os repórteres aceitaram a imposição do treinador. Isto é triste para o jornalismo esportivo. Quem não desejar conceder entrevistas que avise antes. No último ano do Muricy no Internacional - após um jogo à noite - daqueles que começam às 10 horas, ele resolveu se atrasar para a coletiva. Passaram 50 minutos e nada do Muricy aparecer e o Nobrinho, assessor de imprensa, não tinha mais o que justificar para o atraso. Eu chamei o Sílvio Benfica, o Rech e o Praetzel e disse “vamos embora”. Os colegas ficaram na dúvida, mas diante da minha insistência encerraram a reportagem informando que o Muricy não compareceria. Quando saíamos, o Muricy chegou, mas era tarde. A reportagem se impôs. Na vida e no futebol, as histórias se repetem. Acontecimentos como este do Paulo Autuori com a imprensa é o início do fim.
| 28 de outubro de 2009 |
Erros registrados no GreNal
Submeto à análise dos amigos as seguintes situações:
1 – Frango do Victor
2 – Furada do Herrera e consequente gol perdido
3 – Pênalti não marcado em Réver.
Destas três situações qual foi o erro mais grave no GreNal? Não vale explicar. Explicação é para porteiro de boate. É preciso ser objetivo. É necessário saber por que do sim e porque do não. A busca permanente de justificativas para erros e equívocos não cabem no futebol profissional. Quem não souber responder a esta questão que apresenta três alternativas para resposta não é do ramo.
| 27 de outubro de 2009 |
A Band não é colorada
A rádio Band AM 640 mandará para São Paulo narrador e repórter para acompanhar amanhã São Paulo e Internacional. Está plenamente justificada a iniciativa. Faltam sete jogos para terminar o campeonato e o Internacional é terceiro colocado com chances de título e vaga na Libertadores. Os amigos Norton e Jairo me perguntaram se a Band é colorada. Perguntei por quê? Os dois me lembraram de que - no ano passado - o Grêmio permaneceu muito tempo na liderança do campeonato e a Band não fez uma cobertura como esta dedicada ao Inter. Expliquei que não é por coloradismo e sim por planejamento mal feito. A imparcialidade é identificada e conferida - a quem merece - pela sua história. Eu sou parcial.
| 26 de outubro de 2009 |
Reportagem burocrata
Na última sexta-feira, pela manhã, Paulo Autuori driblou os repórteres. Com o advento das assessorias de imprensa, a reportagem passou a trabalhar em cima das informações oficiais. É mais cômodo. Não precisa batalhar. A reportagem pode exercer o horário bancário. A informação oficial era de que o treino seria realizado às 10 horas. Autuori combinou com os seus atletas e realizou coletivo a partir das 8 e meia. Os repórteres chegaram com o treino no final. Para não passar por desinformados, alguns noticiaram que o treino se realizou com os portões do Olímpico fechados. É difícil explicar que o treino aconteceu fora da hora do expediente.
| 23 de outubro de 2009 |
O capataz de Fernando Kroeff
Duda Kroeff - atual presidente do Grêmio - é filho do ex-patrono do clube Fernando Kroeff. Para que se tenha uma idéia do perfil administrativo do patrono, lembro-me de dois colaboradores que chegaram ao clube pelas suas mãos: Oswaldo Rolla e Antônio Carlos Verardi. Agora, conto uma curiosa história sobre o Patrono. Fernando Kroeff era fazendeiro e em suas terras havia área para pesca. A atividade só poderia ser exercida com a liberação de Kroeff. Seu capataz só liberava o ingresso para pescador diante de autorização por escrito. Não era uma autorização simples.
O documento – um bilhete – deveria estar escrito com caneta, mas caneta com tinta verde.
O capataz recebia o bilhete, examinava e liberava a pescaria. Sei que todos estão curiosos para saber a razão da tinta verde. O capataz de Fernando Kroeff era analfabeto e o único bilhete que recebia na cor verde era para liberar a pesca.
| 22 de outubro de 2009 |
Aniversário da Band
Li que agora em outubro a TV Band completa 40 anos e rádio Band 75 anos de atividades. Eu trabalhei em quatro períodos diferentes na rádio Band. Foi no último, de 2007 a 2009, que a rádio me surpreendeu. Conto. No dia da vistoria do Beira Rio pela FIFA ,a direção determinou que não se fizesse qualquer crítica à realização da Copa do Mundo no Brasil. A justificativa estava baseada na perspectiva de obtenção de cotas comerciais com o Município, Estado e União. Levei um susto. Nem a rádio Santa Mariense na década de 70 ou a TV Educativa na década de 80 faziam estas exigências em nome da imparcialidade.
| 21 de outubro de 2009 |
CPERS e torcidas organizadas
Confesso que para mim não são distintos os comportamentos dos representantes do CPERS e de torcidas organizadas. Ambos não respeitam a opinião ou a torcida contrária e partem para a violência. Está na hora das autoridades colocarem um final neste comportamento. Os líderes são os responsáveis pelo mau exemplo. A morte ronda estas manifestações. Há quem procure sacrificar mais vidas. Estas manifestações servem, também, para testemunhar que a mão de obra especializada não gosta de trabalhar.
| 19 de outubro de 2009 |
Pretensão de dirigente colorado
Sobre o empate do Internacional contra o Fluminense ouvi e não pude confirmar qual o dirigente colorado fez a infeliz manifestação: “o pior de tudo foi tomar dois gols do Gun”. Este atleta é um menino que veio do interior de São Paulo para o Internacional e foi devolvido. Hoje Gun está no Fluminense. Talvez resida aí uma das razões para o insucesso do time carioca no atual campeonato. Isto, no entanto, não confere o direito a um dirigente fazer tal pronunciamento. A análise inversa passa a ser verdadeira – o Internacional está nesta incerteza por ter dirigentes que contrataram jogadores como o Gun, o Gil, o Luís Carlos, o Ângelo e por aí afora. A pretensão é assustadora.
| 16 de outubro de 2009 |
Pensamentos de treinadores
Após o empate contra a “qualificada” seleção da Venezuela,Dunga declarou: “ Uma goleada poderia produzir euforia na seleção brasileira .” “Menas”, professor! Não vencer a seleção do –Chapolin – é que preocupa. O Dunga consegue - com a seleção do Brasil - um rendimento anteriormente não alcançado. Isto é mérito. O que o professor não pode é subestimar a inteligência dos outros. E são milhões de brasileiros. Já o Gardelinho anda pelas caronas, mas como todo o bom portenho não se entrega. O povo argentino considera o Gardelinho um mau treinador. A ele é atribuído o caos da seleção Argentina. O treinador, no entanto, após a classificação para o Mundial na África do Sul voltou sua metralhadora giratória contra a imprensa do seu país. Lamentável. O cheiro do mundial o tornou agressivo. Assim continuará sem saber o que aconteceu. Gardelinho precisa ter consciência que o pior é o tombo.
| 15 de outubro de 2009 |
Não vi e não gostei
Dediquei o início da noite de ontem para assistir ao jogo entre Uruguaios e Argentinos. Não assisti ao jogo do Brasil contra a Venezuela. Permito-me dizer que não vi e não gostei. Empatar com a Venezuela é um horror. Há dois agravantes nesta história, a expulsão do Miranda e o jogo ser aqui no Brasil. Compreendo o desinteresse brasileiro pelo jogo, mas não aceito o fraco desempenho individual em razão da grande superioridade técnica da nossa seleção. Precisamos ter consciência de que a seleção voltará a jogar com aplicação somente na África do Sul. É o temperamento do atleta brasileiro. Em junho do ano que vem voltarei a assistir e gostar do time brasileiro.
| 14 de outubro de 2009 |
Uruguai, Argentina e a imparcialidade
Há uma grande curiosidade no Brasil. Quem terá maior torcida no jogo de hoje: o Uruguai ou a Argentina. A imprensa nacional se encarregou de levantar e pesquisar o assunto. Os imparciais integrantes da imprensa também se posicionam. Eu queria ser como os imparciais, escolher os jogos que eu devo torcer. Torcer pelo Uruguai contra a Argentina e ser absolutamente inatingível pelo clássico GreNal. Eu não sou capaz de tamanho discernimento, são poucos os iluminados.
| 12 de outubro de 2009 |
“Argentino vigarista”
Domingo à noite na rádio Guaíba, ouvi o Iúra - ex-jogador do Grêmio - definir o atacante Maxi López assim: “É um argentino vigarista. Corre atrás da bola para impressionar. Vibra quando outro faz gol como se fosse o autor. A torcida gosta e ele é o bonitinho.” Iúra foi duro, porém expressou o pensamento de vários ex-jogadores do Grêmio com quem converso. São opiniões de quem é do ramo. A blindagem do Maxi López é impressionante. O único jogador do Grêmio que pode perder gol é o argentino. Esta é uma situação inexplicável.
| 09 de outubro de 2009 |
A vaia é inevitável
O Internacional pensa na próxima temporada. O dito popular - Deus ajuda quem cedo madruga – não pode ser aplicado neste caso. É um equívoco do Internacional a esta altura do Brasileiro estar voltado para o ano quem vem. A revelação de que Mário Sérgio tem um mandato tampão foi uma precipitação. Em futebol os negócios caminham lado a lado. O nome do treinador sugere muitas contratações de reforços. Estes desmobilizam e constrangem quem está na titularidade ou na luta por ela. O momento é outro, porque esta é à hora da decisão. Em um clima como este, diante de tanta especulação e descontentamento o comportamento do torcedor é incontrolável. Com este quadro de desconfiança, a vaia do torcedor é inevitável.
| 07 de outubro de 2009 |
Ranking mundial de clubes
A Federação Internacional de História e Estatística do Futebol divulgou o ranking mundial de clubes no período de setembro de 2008 a outubro de 2009. Até a vigésima quinta colocação aparecem quatro clubes brasileiros. O Cruzeiro está em 10º lugar, o Grêmio em 14º, o Internacional em 21º e o Palmeiras em 25º. As pontuações são obtidas pelas participações na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Libertadores e na Sul-Americana. As reclamações são registradas anualmente por quem fica de fora ou perde para um rival.
| 06 de outubro de 2009 |
O Guerrinha dá gargalhadas
Mário Sérgio é um profissional incrível. Perguntado sobre a sua contratação pelo Internacional, respondeu: “Só tinha eu”. É com esta franqueza que o Mário se apresenta. Com este temperamento, Mário Sérgio bate de frente - com ele mesmo - ao não tolerar meio termo. Ele estava acertado com o Grêmio, quando os torcedores se manifestaram - através da imprensa- que não o queriam. A maioria absoluta da própria imprensa também não o reconhecia como bom treinador. A direção do Grêmio recuou e contratou Celso Roth. Agora a direção colorada agiu rapidamente - como fez o Grêmio no caso Roth - e o contratou. Não houve tempo para reclamações e os conceitos começaram a ser revistos. Ontem já ouvi opiniões de que o Mário Sérgio é um bom treinador e que o Inter precisa alguém como ele, um treinador para tiro curto. O Guerrinha deve estar dando gargalhadas.
| 05 de outubro de 2009 |
Olimpíada e o ENEM
As Olimpíadas de 2016 não serão no Rio de Janeiro. A Olimpíada será. Os jogos olímpicos fazem parte da Olimpíada 2016. Assim, falamos ou escrevemos Olimpíadas, quando nos referimos a mais de um evento Olímpico. Este deve ser o primeiro aprendizado do brasileiro e aí incluo a Rede Globo. A conquista brasileira foi extraordinária. Imagino que tenha sido muito difícil esconder as imagens das favelas e da pobreza carioca. Não mostrar para o mundo atletas olímpicos vendendo camisas dos seus clubes para comprar remédios. Quando vi o presidente Lula e o Pelé chorando, percebi que era o legítimo choro do brasileiro feliz. As câmeras mostravam a todo instante o Arthur Nuzman, o qual - em nenhum momento - se mostrou emocionado. Inicialmente me preocupei. Posteriormente ele foi chamado de visionário e então relaxei. Nuzman não podia chorar, ele estava à frente, preocupado em não permitir superfaturamentos com obras olímpicas. O que aconteceu de superfaturamento, ainda sem explicação, por ocasião do Pan Americano foi um acidente de trabalho. A sorte dos nossos visionários é que - em olimpíada - não há prova escrita, pois - se houvesse - o ENEM teria nos desclassificado.
| 02 de outubro de 2009 |
Douglas Costa e o aluguel do avião
O garoto Douglas Costa surgiu para o futebol estimulando as melhores expectativas sobre seu futebol. Brilhou nas seleções de base que integrou. O noticiário internacional ainda destaca as qualidades do garoto. No Grêmio é que o Douglas não consegue deslanchar. Todos os treinadores lhe ofereceram oportunidades. Com Celso Roth aconteceu um fato curioso e ríspido por parte do treinador. Foi o dia que Roth explodiu. O treinador não aceitou a indolência do menino em um treinamento coletivo, chamando sua atenção com agressividade verbal. Ontem descobri a razão da irritação do treinador e o fato da direção aceitar. Douglas, na época, tinha uma namorada - no interior do estado - que estava de aniversário no final daquela semana. A comemoração estava organizada com uma grande festa. A presença de Douglas Costa na cidadezinha era ansiosamente aguardada. Ele também não queria ficar fora do evento. Douglas tomou duas providências: treinar mal para ser afastado do jogo e alugar um táxi aéreo até Santiago: foi e voltou. Celso Roth descobriu. O restante da história já sabemos.
| 01 de outubro de 2009 |
Felipão e Veloz estão separados
Faz aproximadamente dois meses que recebi a informação do rompimento profissional entre Luis Felipe Scolari e Gilmar Veloz. Como até ontem não consegui conversar com qualquer dos dois para confirmar a notícia recebida, não fiz - do que poderia ser boato - uma notícia. Ontem, encontrei Gilmar Veloz e perguntei: “Tu não representas mais o Felipão?” Surpreso com a pergunta, Veloz respondeu: “ Não falo sobre este assunto.” É possível perceber que Veloz trata do episódio com toda a discrição. Não tenho a versão do Felipão. O que me foi passado é o seguinte: pelo fato de Veloz ter se aproximado – profissionalmente - de Luxemburgo, desagradou Felipão e o rompimento aconteceu naturalmente. A ida de Felipão para o Chelsea já foi tratada pelo empresário português Jorge Mendes que permanece representando o treinador.